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Debate sobre a Taxa de Câmbio no Brasil: UNICAMP X EPGE-FGV

Debate sobre a Taxa de Câmbio no Brasil: UNICAMP X EPGE-FGV 31/03/2011 às 13:00 | Na categoria Noção de Nação, Política Econômica | Deixe um Comentário Tags: Política Econômica Pedro C. Ferreira e Renato F. Cardoso são professores do pós graduação da Escola de Economia (EPGE-FGV). Em didático artigo publicado no Valor (29/03/2011), eles defendem a tese de que “o câmbio valorizado veio para ficar”. Como os argumentos em defesa são apresentados de maneira clara, seguindo determinado esquema de raciocínio, é possível definir, precisamente, os pontos de concordância e os discordância no debate entre escolas de pensamento econômico sobre a taxa de câmbio no Brasil. De início, na leitura do título do artigo, já observei certa discordância. Se a cotação média da moeda estrangeira está (e permanecerá) estável durante longo prazo, teoricamente, os fundamentos determinantes se alteraram. Deixa de ter sentido falar em “câmbio valorizado”. A moeda nacional está apreciada (dado que se adota r...

Maiores PIBs do Mundo

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O DIREITO DE IR E VIR BARRADO PELOS PEDÁGIOS

O DIREITO DE IR E VIR BARRADO PELOS PEDÁGIOS Entre os diversos trabalhos apresentados na conclusão de cursos de graduação um deles causou polêmica: " A Inconstitucionalidade dos Pedágios ", desenvolvido pela aluna Márcia dos Santos Silva chocou, impressionou e orientou os presentes. A jovem de 22 anos apresentou o "Direito fundamental de ir e vir" nas estradas do Brasil. Ela, que mora em Pelotas, conta que, para vir a Rio Grande apresentar seu trabalho no congresso, não pagou pedágio e, na volta, faria o mesmo. Causando surpresa nos participantes, ela fundamentou seus atos durante a apresentação. Márcia explica que na Constituição Federal de 1988, Título II, dos "Direitos e Garantias Fundamentais", o artigo 5 diz o seguinte: "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à pro...
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O Futuro da Política Macroeconômica: Nove Conclusões Tentativas 29/03/2011 às 13:45 | Na categoria Análise Econômica | Deixe um Comentário Tags: Política Econômica Antonio Delfim Netto (Valor, 29/03/2011) resenha o artigo “O Futuro da Política Macroeconômica: Nove Conclusões Tentativas“, publicado pelo economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Olivier Blanchard, recentemente. Abaixo, reproduzo o artigo do Delfim Netto e no post em seguida, na versão em espanhol, o do Blanchard. Caiu a ficha! A expressão não é elegante, mas cabe como uma luva aos economistas que ao pretenderem criar uma “ciência”, construíram uma “religião”: uma “ciência econômica” que acredita em leis naturais que governam o funcionamento do sistema econômico e são, portanto, independentes da história, da geografia, da psicologia, da antropologia etc. Tal crença apoiada numa formalização útil, mas exagerada para lhe dar um ar “científico”, interditou ou reduziu à heterodoxia visões alter...

O Dilema de Barak Obama

O Dilema de Barak Obama A histórica eleição do candidato democrata Barak Obama para a presidência dos EUA em 2008 encheu o mundo de esperança depois da desastrosa gestão econômica e política do republicano George Bush. O surpreendente em Obama foi sua eleição em uma nação de histórico racista onde a famigerada Ku-Klux-Klan floresceu nos estados sulistas ( Texas, Alabama, Geórgia, Carolina do Sul, etc) e onde ainda hoje o preconceito racial persiste. Porém, a mesa de trabalho de Obama está repleta de problemas não apenas domésticos mas de abrangência internacional. No setor interno ainda estão na agenda do dia a explosiva situação da dívida pública dos EUA, desemprego em alta, crise no sistema de saúde Medcare e déficit na balança comercial com muitos países. E na seara externa ainda pesa o conflito com o Afeganistão, Iraque, Coréia do Norte, Israel x Palestina, Cuba, Guantánamo, etc.. Agora surge outra grossa encrenca: a divulgação pela organização Wikileaks de inúmeros do...

Uma guerra cambial?

Por: João Neutzling Júnior, Economista, mestre em Educação e professor da Faculdade de Tecnologia Senac/Pelotas - Jknj.@terra.com.br A recente reunião do G20, grupo dos 20 países mais ricos do mundo (que representam 85% do PIB do planeta), em Seul, na Coreia do Sul, não resultou em medida alguma de mudança na atual estrutura econômica mundial. E não poderia ser de outra forma. O governo dos Estados Unidos acusa a China de manter sua moeda, o yuan, desvalorizada artificialmente o que faz do gigante asiático ser o maior exportador de bens de consumo do mundo. A China tem uma taxa de crescimento do PIB da ordem de 10% ao ano e é o grande receptor de investimentos estrangeiros na Ásia. Sua taxa de desemprego é baixa, tem forte superávit na balança comercial, mercado consumidor interno em expansão, grande estabilidade política (regime de partido único) e o país acumula reservas cambiais de 2,7 trilhões de dólares. Por que mudar então? Na outra ponta do pacífico, os EUA tem déficit a ...

Por que Baixar os Juros?

Por que Baixar os Juros?             Todos sabem que a taxa de juros e a taxa de câmbio são preços chaves no desempenho macroeconômico de qualquer país. E no atual momento de crise econômica que assola o mundo inteiro a manutenção de uma política monetária restritiva por parte do Banco Central do Brasil soa como inadequada.             Os juros podem ser entendidos de duas formas: a) ou é a remuneração pela renúncia à liquidez, b) ou é o custo que se paga para usar a poupança financeira alheia. No primeiro sentido basta ver, como exemplo,   a remuneração da nossa tradicional caderneta de poupança que paga 0,6% am. Por outro lado, o sujeito que necessita tomar recursos financeiros emprestados junto a um banco paga taxa s de até 10% am (no caso do cheque –especial).             A diferença entre as duas taxas chama-s...